Extensão para promover relações e produzir conhecimento

   
   Continuando a série de matérias sobre os gestores que integram a administração superior da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), falamos desta vez com o pró-reitor de Extensão e Cultura, professor Armindo José Longhi
   Natural do Rio Grande do Sul, Longhi possui graduação e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e é doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua trajetória no Ensino Superior acumula experiência com o ensino, a pesquisa e a administração universitária.
   Iniciou as atividades na universidade em 1989 ainda quando o campus era a Faculdade Estadual de União da Vitória (Fafiuv). Até junho de 2016 ocupou o cargo de vice-diretor do campus de União da Vitória, no mesmo campus leciona no curso de Filosofia e no programa de Mestrado Profissional em Filosofia. Além disso, atua como docente no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento (PPGSeD) ofertado no Campus de Campo Mourão.
   Para o novo pró-reitor, um dos objetivos à frente da pasta será sensibilizar, principalmente a comunidade interna, que a extensão representa um avanço para todos os envolvidos e que é necessário acreditar na perspectiva positiva que as ações da área demonstram. “Temos o desafio de criar uma identidade para a pró-reitoria e as pessoas precisam perceber claramente a função do setor”, diz.
   Longhi argumenta que é preciso mudar a compreensão de que a Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec) seja um escritório para resolver questões burocráticas. “Auxiliamos nessas questões, mas nosso foco principal é pensar a cultura, criar relacionamento e um ambiente para que as pessoas conversem entre si, para que desenvolvam ideias, projetos e propostas.”
   
Extensão universitária
   Seguindo o projeto político da Unespar, o objetivo da pró-reitoria é articular diferentes atores sociais buscando contribuir com a difusão e disseminação dos saberes científico e popular, da informação e da cultura, tornando-os acessíveis à sociedade em geral e fazendo deles instâncias sociais críticas de modificação social e pedagógica.
   Conforme Longhi, a extensão deve priorizar ações voltadas à superação das condições de desigualdade e exclusão existentes no Brasil. “A partir da realidade devemos produzir conhecimento que levem à transformação social. Nossa preocupação, portanto, é estabelecer um vínculo com a comunidade externa estendendo para ela o que temos dentro da universidade”, diz.
   Ainda na discussão sobre a função da extensão, o pró-reitor afirma “este é o lugar em que se produz conhecimento, um conhecimento que só pode ser produzido pela extensão e não por outro segmento da universidade.”
   
Desafios
   Dentre os grandes desafios da Proec, Longhi destaca que o primeiro deles é a curricularização da extensão. O tema está em discussão em todo o país e é amparado pelo Plano Nacional de Extensão Universitária (PNExt).
   Segundo o pró-reitor, a lei prevê que 10% da carga horária dos cursos de graduação envolvam atividades de extensão. “Nós da universidade ainda não sabemos bem como operacionalizar este número, estamos fora da zona de conforto. Para isso, a ideia seria um trabalho com o pessoal da graduação para apresentar uma proposta sobre esse tema junto a outras pró-reitorias. Nós, da Proec, precisaremos criar esse espaço, mas ainda temos que pensar como dar início a essa grande ação”, descreve.
   Compreendendo que a cultura não tem a ver só com artes, o pró-reitor enfatiza a necessidade de expandir o conceito da palavra. Para ele, a Unespar ainda não consegue desenvolver programas de cultura que produzam ações de longa duração. Um dos fatores é pelo fato de ser uma instituição nova. Desta forma, aponta como desafio dar condições para que os grupos existentes nos campi se desenvolvam de uma maneira mais favorável.
   
   
   
   
   
Cássio Henrique Ceniz
Unespar | Universidade Estadual do Paraná
Jornalista | Assessoria de Comunicação

Assessoria de Comunicação
UNESPAR

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