Literatura de cordel une criatividade, imaginação e um toque artístico

A idéia é da acadêmica de Letras Português / Inglês da Fafiuv, Elisângela de Paula

 

            Dedicação pela arte de ensinar e incentivo à leitura foram elementos que não faltaram durante as horas de estágio da acadêmica de Letras Português / Inglês da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras (Fafiuv), Elisângela de Paula. Foram 10 horas/aula aplicadas em abril desse ano, a 33 alunos do 1º ano do ensino médio, do Colégio Estadual Balduíno Cardoso de Porto União, sob a regência da professora, Miraci Maciel dos Santos. O estágio faz parte da grade de conclusão do curso.

            Um envolvimento com as obras de Ariano Vilar Suassuna e William Shakespeare resultou no tema do seu Trabalho Final de Estágio Supervisionado (TFES); Shakespeare, Suassuna e o Mercador de Taperoá. O trabalho orientado pelo Prof. Mdo Atílio Augustinho Matozzo, será apresentado frente à banca examinadora no dia 27 de outubro.

           

Em sala de aula

A acadêmica trabalhou os textos: Auto da Compadecida de Ariano Suassuna e o Mercador de Veneza de William Shakespeare. Além da leitura e análise, também foram discutidas adaptações cinematográficas das obras. Em um segundo momento, Elisângela trabalhou a literatura de cordel. “Cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal”, explica. A empolgação dos alunos resultou no incentivo à leitura e na produção da poesia de cordel, sobre Suassuna, em sala de aula. “As poesias ficaram maravilhosas”, afirma.

 

POESIAS PRODUZIDAS EM SALA DE AULA

 

 

 

O Nosso mais belo palhaço

                                               (Patrícia Zamboni)

 

Quando criança queria muito ser palhaço,

alegria que demonstrava no rosto,

mas quando perdeu seu pai,

com certeza, um grande desgosto.

 

Ariano Suassuna,

tinha muito amor pelo sertão,

E foi de seu pai,

que herdou tanta admiração.

 

E no Nordeste levam a vida,

com força e determinação.

Deixando cada vez mais orgulhosa, e maravilhosa,

nossa nação.

 

 

Nordeste

                (Liamara Sedeli)

 

No Nordeste tem cultura,

muita gente não entende.

Para gente é muito barato,

mas é disso que eles dependem.

 

Tem Mamulengo que é fantoche.

Bumba-meu-boi que é brincadeira.

Marionete não é besteira,

tem ...  teatro a semana inteira.

 

E sem falar do Cordel.

A historinha baratinha,

é vendida nas cordas,

perduradas nas feirinhas.

 

O Nordeste

                    (Jean C.)

 

Terra de muitas riquezas.

Com tanta cultura, belezas e crenças.

Nem se vêem as tristezas.

 

A fome, a pobreza,

e a seca, sai fora.

Dando lado para toda a beleza.

 

Beleza que nos mostra,

quanto essa terra é rica,

de amor e de cultura,

com as histórias de Ariano Suassuna.

 

 

O Nordeste

                     (Juliano César de Lima)

 

O Nordeste é feito de muitas tradições,

sua cultura está por todas as regiões.

Inúmeras linguagens, hábitos, costumes e moral,

essa cultura mesmo não parecendo é legal.

 

Um povo de muita criatividade,

esse povo tem mesmo habilidade.

Com seus contos, histórias e cordéis,

um povo que apesar de tudo tem pessoas fiéis.

 

Fiéis para poder se expressar,

fiéis para poder orar,

orar, para que do céu a chuva possa cair,

esse povo é forte e não vai desistir

 

 

As poesias foram inspiradas pela  literatura popular em versos (o cordel), do escritor Ariano Suassuna

 

 

 

Assessoria de Comunicação Fafiuv
Coordenadora: Patrícia dos Santos de Souza
Acadêmica: Wannessa Stenzel 

 

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