Professores da Fafiuv discutem mudanças na ortografia da Língua Portuguesa

A intenção foi esclarecer as dúvidas dos docentes para incentivar os acadêmicos a praticarem o Novo Acordo Ortográfico
           

            No Salão Nobre da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras (Fafiuv), ao invés de acadêmicos, foi a vez dos professores dos nove cursos de graduação participarem de uma conferência sobre as mudanças na ortografia da Língua Portuguesa. Ministrado pelas professoras de Língua Portuguesa e Língua Inglesa da Instituição, Márcia Senka Tonkio e Patrícia dos Santos de Souza, a intenção foi esclarecer as dúvidas dos docentes para que possam incentivar os acadêmicos a praticarem o Novo Acordo Ortográfico, que está vigorando desde o dia 1. º de janeiro de 2009. A conferência foi realizada no dia 3 de fevereiro, durante a semana pedagógica.
            O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tem a finalidade de fazer com que pouco mais de 200 milhões de pessoas distribuídas em oito países que falam o português - Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, tenham a escrita unificada, conservando as variadas pronúncias.
            De acordo com as professoras, a padronização acontece porque o português é a quinta língua mais falada no mundo e apresenta duas grafias oficiais, o que dificulta o estabelecimento da língua como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). A ortografia-padrão facilitará o intercâmbio cultural entre os países que falam o Português. Os brasileiros terão dois anos para se adaptarem às novas mudanças.

Saiba alguns exemplos do que muda na ortografia
- O alfabeto português passará de 23 para 26 letras, com a inclusão em definitivo do k, w e y.
 - As palavras terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” e “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
- Não se usará mais o acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do Indicativo dos verbos: “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados, ficando corretas as grafias “creem”, “deem”, “leem” e veem”.
- O trema desaparece “quase” completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio”. Lembrando que nomes próprios de origem estrangeira e seus derivados permanecem com o trema, é o caso, por exemplo, das palavras: Bündchen, Müller, mülleriano.
- O acento diferencial de “pára” (verbo), por exemplo, deixará de ser usado para diferenciar de “para” (preposição). Veja outros casos: péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”. O certo será assembleia, ideia, heroica, e jiboia.
            Um item que foi bastante reforçado pelas professoras foi o de que a reforma traz mudanças somente na grafia, ou seja, na escrita das palavras e não na pronúncia, portanto, o som dos fonemas não muda. Várias serão as dúvidas que ambos, professores e alunos encontrarão, mas que, certamente, serão resolvidas com a publicação de um novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), como está previsto no Acordo. Esta responsabilidade compete à Academia Brasileira de Letras.

 

Fotos


Professoras, Patrícia dos Santos de Souza e
Márcia Senka Tonkio



 


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