Professores e Alunos da Fafi realizam aula de campo em museus de São Paulo

        Cultura! Depois que a gente descobre um novo universo, nossa percepção sobre as coisas do mundo se modifica. E foi assim para mim, professora Célia, para o professor Ivanildo, para as professoras Roseli e Vanessa, e para os alunos dos cursos de Pedagogia, Filosofia e Letras. No dia 26 de março, embarcamos para uma viagem que mudou nossos conceitos a respeito da Língua Portuguesa, Literatura, Arte e História.
         Para começar, um imprevisto. Um acidente na rodovia que leva à São Paulo nos fez mudar o caminho por sSntos. E este ‘desvio’ nos proporcionou o espetáculo de ver o sol nascendo na Serra do Mar. Bom presságio.
        Chegamos ao Museu do Ipiranga, e lá descobrimos chamar-se Museu  Paulista da USP. Com seu projeto arquitetônico imponente e inacabado,  salas colossais, escadarias, pinturas enormes retratando a fundação de São Paulo, que se mistura com o povoamento do Brasil. Ah! Lembram aquela figura que retrata o  “Grito do Ipiranga”, marco da  Independência,  que está em todos os livros de história, com o Dom Pedro I ao centro e vários outros em torno dele. Pois é. Fica no Salão principal deste museu. Enorme. Imponente. Exposição de armas, vestimentas, utensílios, cômodos, documentos, carruagens, maquetes, mobília nos dão uma idéia de como era a vida da São Paulo do final do século XIX.
        À frente do museu, uma escadaria, um belíssimo jardim e um caminho que leva ao Monumento em comemoração à proclamação da Independência, onde se encontram estátuas dos inconfidentes,  tumbas e os restos mortais de D. Pedro I e da princesa Leopoldina.
        Mas o melhor estava por vir: o Museu da Língua Portuguesa! Chegamos à Estação da Luz às duas horas e fomos recepcionados pelos guias educativos. Nos dividiram em dois grupos e nos levaram para explorar o universo interativo que é este museu. Na primeira sala, um telão que se estende por toda a Estação da Luz, e que projetas pequenos filmes relacionados à língua portuguesa, à literatura, à música, enfim, à cultura brasileira. No outro extremo, uma linha do tempo com todas as línguas que influenciaram nosso idioma. No centro, telas de computador com comando digital, onde podíamos conhecer a origem de algumas palavras da língua portuguesa. Cada tela mostrava uma língua: francês, inglês, latim, várias línguas indígenas.
        Mas ao fundo, outra sala interativa com um jogo eletrônico. Apareciam radicais diferentes que unidos formavam uma palavra. A partir de comandos feitos com as mãos, tentava-se juntar os radicais e quando conseguíamos, aparecia a palavra, sua origem e seu significado.
         Depois, fomos levados para uma sala de projeção onde passaram um filme sobre a Língua Portuguesa, sua origem  e  sua transformação, narrado por Fernanda Montenegro. Passados 10 minutos, a tela levanta e somos convidados a entrar numa sala escura. Versos e trechos de obras famosas projetados no chão. Somos convidados sentar nas laterais da sala e o verdadeiro espetáculo começa: leitura de poesias e trechos de textos em prosa, com projeções de imagens no teto da sala. Efeitos sonoros. Textos caprichosamente escolhidos e narrados por referências culturais brasileiras como Maria Bethânea, Guimarães Rosa, Matheus Nachetergaele, Gal Costa dão o toque final. Não houve que não se emocionou. Saímos de lá encantados, transformados.
        E para fechar com chave de ouro, ainda nos sobrou uma hora para visitar a Pinacoteca e apreciar quadros e esculturas de artistas renomados como Di Cavalcanti e Lasar Segall, além da impressionante arquitetura do prédio, seu jardim e sua história, pois foi a sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops) de São Paulo, órgão de repressão política que teve o ápice de suas atividades durante o regime militar (1964-1985).
        E assim terminou nosso feriado com cultura. Com vontade de ficar mais, de conhecer mais e de experienciar mais. Agora que fomos contaminados pela necessidade da arte, já temos nosso próximo destino: Paraty, na FLIP 2009!

Célia Ratusniak
Professora do Colegiado de Pedagogia - FAFIUV

 

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