Manter viva e ampliar o conhecimento da história da educação da região

Esta é a ideia das acadêmicas de Pedagogia da Fafiuv com a criação do Núcleo de Catalogação de Documentos Histórico-Educacionais

 

            "A história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos".

           

            A frase do filósofo romano Marco Túlio Cícero soa como inspiração para as professoras e acadêmicas do Colegiado de Pedagogia da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras (Fafiuv). Aficionadas pela história da educação e apaixonadas pela arte de ensinar, o colegiado não espera o tempo passar.  Pelo contrário. Professoras e acadêmicas unem forças para manter viva e ampliar o conhecimento da história da educação da região eternizadas nas páginas dos livros. De que maneira? Através da criação do Núcleo de Catalogação de Documentos Histórico-Educacionais em União da Vitória.

            A proposta é das professoras de Pedagogia Ms. Márcia Stentzler, Ms. Roseli B. Klein e Ms. Valéria Schena. O núcleo tem por finalidade, no primeiro momento, catalogar documentos e obras relevantes para a História da Educação até a década de 70, e em seguida, também abrigar material significativo para pesquisas na área. “O objetivo é ampliar o conhecimento histórico-educacional através do desenvolvimento da pesquisa histórico-regional, resgatá-la e mantê-la viva”, afirma a professora Márcia.

            A atividade tem como proposta firmar ações conjuntas entre o grupo de União da Vitória e de Palmas, abrangendo várias áreas do conhecimento, bem como, em nível dos arquivos pesquisados dar suporte à instituição para o registro da memória organizacional; verificação dos documentos; trato das informações; avaliação do que poderá ou não ser digitalizado.

            A coordenadora do curso de Pedagogia, professora Roseli explica que a Fafiuv está em contato com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a fim de filiar o grupo local ao Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil” (HISTEDBR) da Unicamp, que abriga outros registros significativos de obras históricas em nível nacional. “O HISTEDBR desenvolve estudos e pesquisas em História da Educação do Brasil, tendo em vista que a educação é intrinsecamente articulada à sociedade”, confirma.

            No Paraná a pesquisa é realizada nos núcleos de Ponta Grossa, Maringá, Palmas, Curitiba e agora em União da Vitória, abrangendo a Região Sul do Paraná e Norte de Santa Catarina.

 

Recorte de 1970

            Para a professora, Valéria Schena, a atividade fará um recorte da educação da década de 70. Segundo a mestra, a atividade de catalogação das fontes primárias e secundárias permitirá que os dados aqui levantados contribuam para a formação de um Catálogo Nacional de Fontes da Educação Brasileira. O trabalho, hoje, se encontra centralizado na Faculdade de Educação da Unicamp. “A catalogação será feita em bibliotecas, escolas, faculdades e acervos da própria comunidade. A intenção é identificar a obra, incluir palavras – chave e um breve resumo do que se trata a obra. Vamos conhecer a história da educação através desses registros”.

 

Equipe

A equipe é formada pelas professoras Márcia, Roseli e Valéria e pelos acadêmicos Juliane Wladkowski; Amanda Grobi; Débora Rodrigues; Lauriano Rubbo; Karla Ferreira; Michelly Finks; Sandra Santos e Suzete Rossa Seger.

 

Primeira reunião

Após o treinamento em que o grupo da Fafiuv participou no dias 11 e 12 de março no Centro Universitário Católico do Sudoeste do Paraná (Unics) em Palmas, foi realizada a primeira reunião. Na manhã do dia 19 de março, o Grupo de Pesquisa e Estudos do HISTEDBR de União da Vitória definiu equipes de trabalho e orientações sobre a atividade.

 

Investigação e memória

            A acadêmica, Juliane tem sede de investigação. Ela está ansiosa para folhear livros e mais livros; além de documentos. Para ela é um exercício de revitalizar o processo da memória. “É um trabalho que nos possibilita saber o que temos sobre a educação em nossa cidade e onde este material se encontra. Esse contato com as formas da história é incrível”. Ela lembra que durante o manuseio dos livros, por exemplo, as acadêmicas utilizarão máscaras e luvas cirúrgicas, para evitar problemas de alergia ou contaminação por fungos.

            As acadêmicas também contaram com noções sobre a paleografia que é o estudo das escritas antigas. “Tivemos exercícios de paleografia para decifrar em especial as datas. Não se pode distorcer nenhum dado; além de manter determinadas informações sob sigilo”.

 

Serviço: Informações podem ser obtidas na Fafiuv, na praça Coronel Amazonas. O telefone é o (42) 3522 - 4433.

 

 

 Assessoria de Imprensa Fafiuv

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