Acadêmicos do Curso de Biologia realizam viagem de estudos


                No dia 18 de abril do corrente, acadêmicos do Curso de biologia, acompanhados do professor Laurindo, realizaram uma viagem de estudos, com o objetivo de aliar os ensinamentos ministrados com a prática de campo. Os estudos constaram de conhecimento sobre produção e beneficiamento da maçã, em Palmas – PR.  Também no município de Palmas – Localidade de Horizonte – e no município de Água Doce – SC,  tomaram conhecimento sobre energias alternativas, no caso, energia eólica.

 

PRODUÇÃO DE MAÇÃ

                Pela localização e clima, o município de Palmas é um dos grandes produtores de maçã do Paraná, fruta essa que exige clima frio e longo tempo de dormência das gemas dessa árvore para que na época oportuna tenha boa produtividade.
                Inicialmente, os acadêmicos, juntamente com seu professor, visitaram um pomar de maçã – POMAR LOVO- junto ao qual também há um barracão de beneficiamento, preparo para o comércio da fruta e armazenamento.
                No pomar, fomos acompanhados do Sr. Geraldo Lovo, um pioneiro que há 31 anos  trabalha com a produção de maçãs na região. Através de seus conhecimentos e experiência na área, transmitiu ensinamentos quanto aos cuidados que devem ser tomados na instalação de um pomar. Compreendem desde a escolha do terreno, exame do solo e incorporação de nutrientes, escolha das mudas que formarão o pomar, até o controle de pragas, enxertia, poda e todos os cuidados necessários.
                Os acadêmicos tiveram ocasião de conhecer as modernas técnicas de instalação de pomares, que incluem a busca da maior e melhor produtividade, qualidade da fruta e economia na colheita.
                Junto ao barracão de beneficiamento há todo um processo de preparo da maçã para o comércio, que compreende: higienização ( maçãs são lavadas), seleção nas esteiras, separação pela qualidade, tamanho e colocação em caixas próprias para a distribuição aos centro consumidores. Esses são principalmente o centro do país e o nordeste, naturalmente além do consumo local e regional. O POMAR LOVO já exportou maçãs para a comunidade européia, no caso a Holanda, mas, neste ano, a produção se destina somente ao mercado interno.
                O centro de beneficiamento possui duas câmaras frigoríficas, nas quais as maçãs ficam depositadas temporariamente, as quais possuem cada uma capacidade para 600 toneladas de armazenamento.
                Os acadêmicos após a visitação tiveram ocasião de conhecer alguns pontos de Palmas, entre os quais o Parque da Gruta, onde realizaram um passeio ecológico.

PARQUE EÓLICO DE PALMAS

                  A energia eólica é das formas mais “limpas” e menos impactantes de se obter energia elétrica. Nas torres eólicas de Palmas e Água Doce-SC, os acadêmicos tiveram ocasião de ouvir as explicações do professor Laurindo sobre a  energia eólica, uma vez que aos sábados não há visitação. O Professor há vários anos, desde que foi instalada a usina eólica, tem visitado a usina e com as explicações dos técnicos adquiriu os conhecimentos básicos na área e repassou aos acadêmicos.
                Para a instalação de uma usina eólica é necessário inicialmente colocar anemômetros em torres que ficam monitorando durante certo tempo a velocidade do vento na região, a fim de saber se há viabilidade de instalação das torres eólicas.    
                As torres eólicas (visitadas) tem alturas variadas, algumas de 40 metros, outras de 63 metros. Constam de três pás, presas ao rotor eólico, tendo ainda o gerador de corrente elétrica e o transformador. Cada torre pode ser considerada uma pequena usina, já que, pela força do vento, as pás giram, e essa energia mecânica é transformada em energia elétrica, que é conduzida até o transformador e ligada à rede geral, levada aos centros consumidores.
                No Brasil, conhecem-se usinas eólicas no Ceará, que usa o vento vindo do mar, Laguna – SC, Osório-RS, que também usa o vento marinho e a usina do Horizonte – Palmas – PR e Água Doce – SC, essa usando a energia eólica de uma região de campos abertos.
                Faz-se necessário dizer que sob as torres eólicas os proprietários da terra podem plantar, colher, criar animais, nada impedindo as atividades, razão pela qual os impactos causados por esta forma de obtenção de energia são muito baixos.
                Agradecemos aos alunos que tiveram a boa vontade de sair num sábado e obter bons conhecimentos que os ajudarão em suas futuras carreiras. Esperamos que também sejam multiplicadores para os demais que não tiveram ocasião de fazer esse passeio, bem como dos familiares.


                                                                                              Professor Laurindo Dalla Costa.

 

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