Professor da FAFIUV é destaque na Folha de São Paulo


 
O tradutor de livro chinês questiona pseudointelectuais


 
           O maior jornal do Brasil em tiragem e assinantes, Folha de São Paulo, entrevistou o prof. Dr. André Bueno – coordenador do Curso de História da FAFIUV – e tradutor do livro ‘A arte da Guerra’, a partir dos originais chineses. Na entrevista, publicada na Folha on-line, o docente conta a mistificação e banalização do conteúdo oriental como produto de auto-ajuda ou ideias destorcidas no mercado empresarial.
           Segundo o professor, a década de 1990 é tendenciosa para o exoterismo. Por ser um dos textos mais traduzidos do chinês, foi enquadrado como livro de auto-ajuda. “Você pega um texto sobre estratégia e enquadra ele dentro de um visão exotérica que você tem da filosofia e pensamento chinês e começa a achar então que a arte da guerra é um texto que serve para tudo”, completa. De acordo com o professor a aplicação desse livro como auto-ajuda, relacionado aos negócio e arte da administração, é uma relação muito estranha por vim de um grupo que não tinha nada a ver com exoterismo. Outros veem o Oriente como uma panaféia para explicar todos os problemas do Ocidente e tentam resolver qualquer coisa por um texto ou fragmentos dele.
            “Grande parte deles é pura e simplesmente babozeira”, atira o professor. Ao explicar as várias versões de livros e propósitos destorcidos dos texto originais. Conforme André, a vulgarização é extremamente perigosa, ao ratar as relações humanas como combate, concorrência. “E as ideias de paz, moral e bons valores?”, questiona.
           Por meio de fragmentos de leituras diversas, os pseudointelectuais que se julgam experientes acabam por difundir suas ideias, segundo ele. “A maior parte desses livros, sinceramente, são dispensáveis no âmbito de leituras mais sérias”, completa. “Eu tenho muito cuidado com leitores de segunda mão dessas obras.” O tradutor irronizou o modismo de filosofias banais como ‘a filosofia dos simpons, dos super-herois’. Prof. André diz que tentam relacionar qualquer coisa com filosofia, mas sem estudar com profundidade as origens. “Ninguém pega o texto do cara, estuda grego para ver se aquela palavra significa aquilo mesmo ou outra coisa.” Obviamente, ocorrem as banalizações tendenciosas.


Veja o link da entrevista:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/742583-livros-inspirados-em-a-arte-da-guerra-sao-baboseiras-diz-tradutor-ouca.shtml


 
 
 
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Prof. Dr. André Bueno
 
 
 


 
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