Departamento debate a relação história e cidadania


Conceitos antigos permanecem presente na sociedade atual


 
          Na noite de segunda-feira, 21, a Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras (Fafiuv) teve a abertura dos trabalhos do 5º Colóquio Nacional de História do Curso de História da Instituição. No primeiro dia, duas abordagens de história antiga foram relacionadas com nossos conceitos atuais de cidadania. Muitos conceitos nasceram na antiguidade e são transportados para a atualidade, às vezes até destorcidos. O professor Moacir Elias Santos falou sobre uma organização social de certa comunidade de súditos do Egito Antigo e a professora Claudia Beltrão Rosa falou sobre a formação urbana e social dos Romanos. Além do coordenador do Curso, professor Dr. André Bueno, estiveram na abertura do evento a vice-diretora, professora Ms. Leni Trentin Gasparin, a professora Lili Matzembacher (formada em história pela FAFIUV em 1963) e o presidente do IEPS, Joaquim Osório Ribas.
A abordagem de Moacir, arqueólogo e organizador do museu de arqueologia dos Campos Gerais que leciona história antiga e arqueologia em nível de graduação e coordena o curso de especialização em história antiga e medieval da Faculdade Itecne de Curitiba, levou o público numa viagem ao Egito Antigo. O doutorando da Universidade Federal Fluminense e tradutor da linguagem egípcia antiga relatou os modos de formação de uma comunidade e os conceitos mitológico no Egito. Enfocando a comunidade situada no sítio arqueológico de Deir el Medina, no sul do Egito Antigo entre os anos de 1550 a 1070 a .C, o egiptólogo explicou que havia um regime de servidão naquela comunidade e os conceitos socias que a regiam.
           A professora doutora da UNIRIO, Claudia Beltrão Rosa – que pesquisa a roma antiga, história antiga e medieval – falou um pouco do vocabulário das palavras que dão origem atualmente aos conceitos de cidadão e religião. Segundo a pesquisadora, o conceito de cidadão é bem recente, nascido durante a revolução francesa. Claudia disse que existem muitas brigas e discussões sobre definições de termos. “Eu estudo vocabulário”, explica a professora. “Busco uma via de acesso de compreensão das palavras pelas próprias palavras”, emenda. A cidadania, segunda a professora, está vinculada a ideia de liberdade e propriedade. “Onde há súditos não há cidadãos”, completa.
           A ligação do conceito de cidadão vem do ‘cidadão romano’ pessoas livres que possuíam propriedade, se protegiam e resolviam suas questões de forma racional, com preceitos políticos que é um termo de origem grega. Por sua vez religião, para os romanos, era um conceito familiar a uma dividade, não uma única. Religião, de acordo com a explicação da pesquisadora, traz a ideia de cumprir a tradição e criar certo vínculo.
Ser súdito e não ter a propriedade era a realidade no Egito Antigo. Moacir disse que o povo, do sítio arqueológico de Deir el Medina era organizado, mas tudo pertencia ao rei. “As terras e o mundo conhecido eram entendidos como propriedade do faraó”, justifica. As abordagem apontam a necessidade de aprofundamento nos temas para sedimentar os conceitos e conhecimentos. “Uma professora minha, Márcia Bezerra, me disse que se eu queria estudar o Egito, a primeira coisa que precisa fazer era aprender a língua egípcia”, aponta Moacir.
          Estudar história antiga é viável e possível na visão de ambos, segundo eles existem um amplo campo de pesquisa e pesquisadores no Brasil. Os palestrantes convidaram, os alunos de história que têm interesse, em trilhar esse caminho de pesquisa por eles seguido.
 
 
Serviço: Mais informações no blog da assessoria de imprensa do evento:
          http://imprensahistoriaecidadania.blogspot.com/


 
 
Foto


Professor Dr. André Bueno


Composição da mesa de trabalhos

 




 
 
 
Assessoria de Comunicação
Coordenadora: Ana Paula Such
Acadêmicos: Wannessa Stenzel e Sidnei Muran

Texto e fotos: Sidnei Muran

Assessoria de Imprensa Fafiuv
Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras

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