Brincando de aprender. Aprendendo brincando


Projeto pioneiro na região está produzindo os primeiros frutos


 
 
           Por meio do lúdico (forma de desenvolver aprendizagem usando atividades criativas diferenciadas: música, jogos, danças, massa de modelar, desenhos, entre outros) o projeto ‘Mão Amiga’ leva conteúdo diferenciado para crianças com dificuldades em aprender. Atuando em três escolas municipais, com três supervisoras e coordenação, as bolsistas desdobram-se para planejar atividades e aplicá-las no contra-turno para crianças de 1ª a 4ª séries que apresentam dificuldades em assimilar os conhecimentos escolares. O projeto é uma oportunidade para acadêmicos de Pedagogia, Letras e Filosofia tomarem gosto pela profissão docente e oferecer às escolas parceiras possibilidade de superar as dificuldades de aprendizado de seus alunos.
           A coordenadora do projeto, professora Ms. Rosana Beatriz Ansai, lembra que as três escolas têm o contra-turno, mas que é apenas um reforço das matérias do ensino regular. “Nosso projeto tem o desafio de trabalhar o lúdico com materiais pedagógicos desenvolvidos especialmente para superar dificuldades específicas no aprendizado”, completa. “Elas [as bolsistas] devem ter um espaço físico dentro da escola para desenvolver o Projeto, porém esse é o nosso grande problema. As escolas não estão programadas para terem esses espaços”, emenda. Segundo a coordenadora, as acadêmicas trabalham em bibliotecas, laboratório de informática, e “em qualquer cantinho”, o que também faz parte do seu aprendizado.
           Apesar da dificuldade de espaço próprio, a coordenada ressalta um ponto muito positivo. “Da experiência que eu tenho como esse projeto, o perigo é que as crianças prefiram o projeto e não o ensino regular”, argumenta. Segundo a prof. Rosana, o carinho e a dedicação das bolsista têm plantando um forte interesse nas crianças em participar do “Mão Amiga”. “Existe uma alegria e um prazer das bolsistas em exercer a docência, ainda em seu período de formação”.
           De acordo com a prof. Rosana, a postura de um professor, ou bolsista, influencia o aprendizado, citando as discussões atuais sobre bulling. “Nos nossos estudos de pedagogia é muito interessante levar em consideração as relações afetivas na escola, pois ela é o guarda-portão das aprendizagens. Se eu gosto pode entrar. Se eu não gosto fica por aqui”, comenta. Ela entende que é necessário resgatar o prazer, tornar a escola alegre e atrativa com acolhimento dos alunos pelas bolsistas, pois este é um dos desafios do projeto como um todo.
           ‘O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) com o Projeto Mão Amiga contempla as escolas municipais: Antonieta Montanari no Bairro São Basílio Magno, supervisionada pela prof. Sandra Bochehin; Didio Augusto no Limeira, supervisionada pela prof. Cirley de Oliveira e a Duque de Caxias no bairro São Grabiel, supervisionada pela prof. Nadia Burtet. São  aproximadamente 120crianças atendidas.
           ‘Em seu trabalho, cada bolsista, tem um portifólio documental de suas atividades sendo que mensalmente produzem um relatório da operacionalização do projeto. São realizadas uma reunião mensal geral e reuniões semanais por escolas. No período de férias ‘a lição para casa’, segundo a coordenada, será a de que as bolsistas estarão incumbidas de pesquisar e ler sobre o tema dificuldades no aprendizado, visando elaborar seus relatos de experiência para publicações em Eventos de Iniciação Científica.


 
 
 
 
Fotos do projeto


 
 
 
 

 

 
Assessoria de Comunicação Fafiuv
Coordenadora: Ana Paula Such
Acadêmicos
Wannessa Stenzel
Sidnei Muran
Texto e fotos: Sidnei Muran
 

 

Assessoria de Imprensa Fafiuv
Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras

 

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