Professor André fala sobre o problema da Extrema Direita no Mundo Contemporâneo

Na Revista Filosofia deste mês (editora Escala, n. 58, e que pode ser vista no link http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/ ), o professor André discorre sobre o renascimento da Extrema Direita na atualidade. Defensora de políticas que a associa diretamente ao nazismo, a extrema direita nunca sumiu, de fato, da história, mas agora ela ressurge de modo assustador, pregando discursos de ódio social, tais como a xenofobia, a homofobia e a intolerância intelectual, e alcançando altas posições na política mundial.
Embasados em filósofos como Hegel, Nietzsche e Heiddeger, a extrema direita traz ao mundo, novamente, a intolerância do pensamento, a perseguição ao diferente e o obscurantismo mental que levou milhares de pessoas aos campos de concentração, e que se propõe, novamente, a "salvar" a sociedade de medos e perigos que ela mesmo cria.

Recentemente, o prof. André já havia analisado a questão do comunismo chinês na atualidade, explorando suas singularidades e adaptações ao mundo do mercado. Neste número, ele foi convidado a falar do outro extremo da política mundial - esse, no entanto, bem ocidental, uma radicalização populista e violenta do capitalismo. Como ele mesmo afirmou; "Oesconhecimento histórico e a imaturidade das gerações atuais têm levado com que muitos jovens busquem opções radicais de solução para os problemas sociais e econômicos que os aflingem, se identificando com os discursos assitencialistas e demagógicos da extrema direita. Fazendo uma leitura equivocada da história, da filosofia e da sociologia, eles resgatam autores envolvidos em tremendos crimes contra a humanidade, em busca de uma solução mais "fácil" para tudo, ainda que esta seja violenta, hipócrita e falsa".

Como ele mesmo insiste, o problema fundamental é a leitura de filósofos cujos discursos são incompatíveis com uma realidade histórica de luta pela democracia: "que fique bem claro, devemos ter liberdade para ler de tudo. A questão, porém, é que essa mesma liberdade é utilizada pela extrema direita para impor seus pontos de vista dogmáticos, limitando a capacidade crítica dos leitores.
Empregando de um cinismo planejado, esses radicais tentam ensinar como criminosos nazistas, por exemplo, podiam ter "boas ideias", que poderiam ser "usadas nos dias de hoje"." Estas são as bases, por exemplo, para os atuais movimentos de homofobia, racismo, preconceito contra estrangeiros, etc.

Leia um pouco mais dessa instigante trajetória na revista ou na reportagem, para download nesta página.

 

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