No Tempo dos Trens nas “Gêmeas do Iguaçu”: uma viagem ao passado

O convite para esta história é feito pela historiadora da Fafiuv, Ms. Leni Trentim Gaspari, que na noite de sábado, 20, recebeu amigos para o lançamento da obra. Embarquemos nesta narrativa arraigada de sabor e saber

 

             “Imaginemos um apito como aquele das locomotivas comunicando a partida. A viagem está prestes a começar: “Embarquemos neste trem”, convida o maquinista ou será a autora? Se o ser do livro é a viagem, como nos diria o poeta Haroldo de Campos, nada melhor do que ir de trem, avistando belas paisagens e capítulos da nossa história.
            O resultado da viagem só pode ser o livro. Viajando no tempo e no trem, nas trilhas da lembrança e nos trilhos da memória, reunimo-nos hoje para celebrar com alegria e satisfação o lançamento do livro No Tempo dos Trens nas “Gêmeas do Iguaçu”: uma viagem ao passado, da professora e historiadora, Leni Trentim Gaspari.
            Os trens, assim como os homens passam, mas quantas histórias nos deixam.  No  ir e vir dos acontecimentos, descobrimos o que somos e o que nos constitui. A historiadora ao resgatar o passado, tornando-o presente com criatividade e paixão, sabor e saber, produz uma faísca como aquela gerada a partir do atrito entre o trilho e o trem, ou seja, coloca a história em movimento, devolvendo vida a tudo aquilo que passou, mas que, de alguma forma, com delicadeza e persistência continua: lembranças da infância, memórias dos ferroviários, origens das ferrovias, o papel das primeiras mulheres ferroviárias, a lembrança da Maria-Fumaça, a vida social nas estações. Eis a matéria prima da pesquisadora”.
           
            As palavras acima, pronunciadas pelo professor do Colegiado de Letras da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras (Fafiuv), Dr.  Caio Ricardo Bona Moreira, iniciaram a Cerimônia do lançamento do livro No tempo dos trens nas “Gêmeas do Iguaçu”: uma viagem ao passado, de autoria da professora, Ms. Leni Trentim Gaspari. A cerimônia que reuniu familiares e amigos da autora aconteceu na noite de sábado, 20, no Bistrô da Cultura na Estação União.
            A cerimônia organizada pela Academia de Letras do Vale do Iguaçu (Alvi), a Fafiuv e a Fundação de Cultura de União da Vitória, foi arraigada de aplausos, homenagens e emoção.

Obra
        A obra da professora Leni foi aprovada pelo Conselho Editorial da Fafiuv. Dividida em quatro capítulos distribuídos em 196 páginas, a autora inicia falando sobre as Ferrovias no Brasil, chegando ao Paraná e depois focando o trabalho sobre a passagem nos trens em Porto União e União da Vitória (cidades conhecidas como Gêmeas do Iguaçu). “As nossas cidades constituem um riquíssimo patrimônio histórico e cultural, que merece ser preservado. Desta forma, a obra reflete as ações da ferrovia, trens, Estação Ferroviária, dos ferroviários locais, ou seja, dos homens e das mulheres no seu cotidiano”.

Cerimônia
            O local para a realização da cerimônia não poderia ser outro. Ela aconteceu na própria Estação Ferroviária. Antes de iniciarem os discursos previstos para a noite, o público presente se emocionou com o som do apito da Maria-Fumaça. Ambiente e sons que proporcionaram ainda mais vivacidade para as narrativas contidas na obra.
            O presidente da Alvi, professor Raulino Bortoli, enalteceu o trabalho da professora Leni, que também é vice-presidente da entidade. “A Leni sempre foi uma pesquisadora, além de excelente professora, buscou sempre as fontes dos fatos e da origem do desenvolvimento de nossa cidade”.
            O diretor da Fafiuv, Bel. Valderlei Garcia Sanches, sentiu-se emocionado em prestigiar sua amiga Leni, com qual divide a direção da Instituição, em uma solenidade que reúne exemplos e histórias de vida. “Sinto-me honrado em prestigiar momento tão importante. Estamos lançando mais um documento que registra a história da nossa região. A história que nossos filhos e netos vão conhecer por meio desta rica obra”.
            O historiador Eloy Tonon ressaltou que as motivações para a produção textual da autora podem ser enumeradas pela paixão sobre a história local; lembranças da infância e compromisso como historiadora. É assim que dá voz aos remanescentes e descendentes de ferroviários, articulando as fontes, estabelecendo um diálogo preciso entre o escrito e oral.
             
Experiência de pesquisar
            A professora Leni afirmou que a experiência de pesquisar e refletir sobre o “tempo dos trens” nas Gêmeas do Iguaçu foi gratificante, pois a autora deparou-se a cada estudo, a cada nova fonte analisada, com histórias de vida enriquecidas por trajetórias vivenciadas no mundo da ferrovia e no orgulho que trazem em si de “ser ferroviário”. Segundo a historiadora, o tempo do trem passou e deixou saudades em todas as pessoas que vivenciaram a passagem deles nas Gêmeas do Iguaçu e, ainda hoje, se emocionam pelas lembranças, pela visão dos trilhos, da Maria-Fumaça, e pelo declínio das ferrovias no Brasil.

            Então, não perca a carona e embarque nesta narrativa arraigada de sabor e saber!

 

Serviço: A obra encontra-se a venda nas livrarias locais.

 

OLHO: A historiadora ao resgatar o passado, tornando presente com criatividade e paixão, sabor e saber, produz uma faísca como aquela gerada a partir do atrito entre o trilho e o trem, ou seja, coloca a história em movimento, devolvendo vida a tudo aquilo que passou, mas que, de alguma forma com delicadeza e persistência continua.

FOTOS


Professora e Historiadora da Fafiuv, Ms. Leni Trentim Gaspari

 

 

 

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