Palestra sobre Pedagogia Hospitalar Contextos e Nuances foi um sucesso

A Professora Dra. Ercília Teixeira de Paula trouxe a tona na noite da quinta-feira, 6, discussão acerca da pedagogia hospitalar contextos e nuances

            O Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação: teoria e prática (GEPE), do Colegiado de Pedagogia da Fafiuv – Campus Unespar, liderado pela Professora Ms. Nájela Tavares Ujiie, trouxeram uma palestra que despertou a atenção da comunidade acadêmica com o tema Pedagogia Hospitalar Contextos e Nuances, que foi proferida na noite da quinta-feira, 6, no Salão Nobre da Fafiuv, pela Professora Dra. Ercília Maria Angeli Teixeira de Paula, da Universidade Federal do Espírito Santo.
            Expoente na área de Pedagogia Hospitalar no cenário brasileiro, a professora Ercília é colaboradora junto ao MEC na elaboração do livro Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico domiciliar: estratégias e orientações (2002), consultora do Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (SAREH), do Estado do Paraná e organizadora do Caderno Cedes, nº 73, Educação da Criança Hospitalizada: as várias faces da pedagogia no contexto hospitalar (2007).
            A professora Ercília explorou a temática acerca de um projeto de Humanização em Hospitais. Segundo a doutora, os hospitais que atendiam crianças e adolescentes no Brasil até bem pouco tempo eram caracterizados como locais assépticos, pouco acolhedores e sombrios. Nas últimas décadas, em função dos projetos de humanização hospitalar e da presença das equipes multidisciplinares nestes espaços, algumas características dessas instituições estão sendo modificadas. Os hospitais que, convencionalmente, foram considerados como espaços das seringas, da dor e do silêncio, passam a ser também espaço do caderno, do lápis, da alegria, do divertimento e também do professor.
            A doutora explicou que os projetos de humanização nos hospitais brasileiros estão sendo incorporados ainda de forma gradual por algumas instituições de saúde. Embora existam mudanças de mentalidades e ações, a implementação destes projetos tem sido realizada com muitas resistências. Estes projetos rompem com abordagens tradicionais de profissionais de saúde que defendem o distanciamento médico-paciente e com a concepção da pessoa internada como um ser passivo e apático com possibilidades limitadas. Aliado a estas características, as condições de trabalho precárias dos profissionais de saúde, a mercantilização das instituições hospitalares e massificação do atendimento, repercutem em relações sociais superficiais e distanciadas desses profissionais com os pacientes. Nos hospitais, tanto profissionais, como pacientes e familiares, estão envolvidos em um sistema complexo de inter-relações e dificuldades.
 
AS ESCOLAS NOS HOSPITAIS: ATRAVESSANDO FRONTEIRAS
           
            No artigo intitulado Escola no Hospital: Espaço de Ação Política e Produção De Subjetividades, a professora Ercília ressalta que os educadores  que estão implantando as escolas nos hospitais no Brasil têm buscado ultrapassar fronteiras nestas instituições. Ao mesmo tempo em que convivem com as dores e incertezas das crianças e adolescentes, também trabalham com a alegria, com a valorização da vida e possibilidades desses sujeitos. Quando se aproximam das crianças e adolescentes e escutam suas vozes, estão quebrando velhas estruturas de distanciamento da relação profissional de saúde com os pacientes. Quando trabalham com a arte, conteúdos educativos, lúdicos, valorizam o movimento e a vida, propondo mudanças no campo dos costumes e das subjetividades no universo hospitalar.
            A educadora revela no artigo que o trabalho como “professora e pesquisadora de escolas em diferentes hospitais brasileiros me fez ultrapassar fronteiras. As primeiras fronteiras foram geográficas. Quando saí de São Paulo para trabalhar no Maranhão, no Paraná e na Bahia pude conhecer diferentes culturas, relações sociais, relações de poder e também conhecer o que pensam as crianças e adolescentes hospitalizados de diferentes Estados de nosso país. A experiência em diferentes contextos e o contato com professores hospitalares dessas regiões também possibilitou conhecer as transformações que essas práticas pedagógicas geram não somente para as crianças, mas para os profissionais envolvidos”.

Professora Dra. Ercília Maria Angeli Teixeira de Paula, da Universidade Federal do Espírito

Público presente na palestra

Assessoria de Comunicação
Coordenadora: Ana Paula Such
Acadêmica: Wannessa Stenzel

Praça Coronel Amazonas, S/N - Centro Cx. P. 291 - CEP: 84600-000 - União da Vitória - PR - Fone/Fax: (42) 3521-9100