Alunas do Curso de Pedagogia/FAFIUV participam de ação formativa promovida pelo PIBID/UNICENTRO em Guarapuava

Na última quinta-feira, dia 8 de março, alunas do Curso de Pedagogia da FAFIUV e as professoras Nájela Tavares UJiie, Franciele Clara Peloso, Franciele Lopes e Vanessa Jakimiu, participaram da Conferência “A escola que (não) ensina a escrever”, com a Profa. Dra. Silvia M. Gasparian Colello (FE/USP)

            A atividade formativa foi sediada no auditório Francisco Contini, na UNICENTRO/G, contou com lotação completa do espaço, cerca de quinhentos participantes, dentre estes pibidianos, alunos de cursos de pedagogia da instituição sede, da Faculdade Guairaca e FAFIUV, professores da educação básica e interessados em geral.
            A Conferência foi elucidativa para área de leitura, alfabetização e letramento, considerando o compromisso educacional e social da escola com a questão do ler e escrever, para além do formalismo e saboreando as entrelinhas do texto. A conferencista foi clara e objetiva em suas colocações, apresentando diversos exemplos práticos de ações em sala de aula, respaldados por conhecimento teórico.
            Ponderou que a “aprendizagem é um processo complexo e multifacetado” e que a “alfabetização é uma questão social não só da escola”. E que dentro do processo alfabetizador “a escrita é a arte de aprisionar a mão para libertar as idéias”, mas que a escola atua apenas na primeira via, infelizmente.
            Pontuou que o ensino da língua é implicado com o contexto, relacional e afetivo, e que envolve quatro dimensões prioritárias: cognitiva, sociocultural, linguística e pedagógica. E que para que o ensino ocorra no interior da escola cada uma destas dimensões deve ser considerada, a fim de que a escola ensine a ler e escrever, ou seja, alfabetize letrando.
            Aos presentes questionou e na sequência afirmou: “É possível alfabetizar letrando? Sim é possível, se rompermos a barreira entre ensino e vida, se criarmos na escola momentos de descoberta da língua, se oferecermos experiências plurais de ler e escrever, se aproximarmos os usos reais da língua da escola e se acreditarmos na educação e no potencial de nossos alunos. Nestes termos, sim é possível alfabetizar letrando e transformar a escola num espaço menos austero e mais prazeroso”.
            Para concluir a conferencista convidou aos presentes a leitura do poema que segue na forma de jogral, dividido entre a platéia, conforme as cores.
 

AULA DE LEITURA

A leitura é muito mais
do que decifrar palavras

Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender

vai ler nas folhas do chão
se é outono ou verão;
nas ondas soltas do mar
se é hora de navegar;


e no jeito da pessoa
se trabalha ou se é à-toa
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;

vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;

e no pêlo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;

e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;

e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou se vai lento;
e também no calor da fruta, 
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,

e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens no céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas,
e no som do coração.

Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,

pois os olhos tem segredos
difíceis de decifrar
 
In: AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática, 2000.
 
 
            Posteriormente, a leitura a conferencista foi aplaudida de pé, pelos presentes. As alunas do Curso de Pedagogia da FAFIUV, que se fizeram presentes adoraram a atividade, pela possibilidade da viagem oferecida pelo Colegiado de Pedagogia e pelas aprendizagens construídas. Seguem algumas fotos que marcaram este momento.
 

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